ARQUITETURA

Escritório baseado no Rio de Janeiro. Atua no desenvolvimento de projetos de arquitetura, com foco em obras públicas, culturais e institucionais. Nossa prática se orienta por projetos de impacto social e interesse coletivo. Trabalhamos em parceria com, e como, colaboradores locais em busca de uma arquitetura situada no território, atenta às condições materiais, culturais e sociais que conformam cada lugar.  

O Aterro é dirigido por Fabiana Araújo, arquiteta formada pela UFRJ (2010) e mestre pela Harvard Graduate School of Design (2013).


CASA DO PANDEIRO
MUSEU NACIONAL - UFRJ

CASA DO PANDEIRO

2024 (construído)
Centro, Rio de Janeiro, RJ

Arquitetura e expografia: Fabiana Araújo e Marina Correia

Espaço cultural dedicado à valorização do pandeiro e da música brasileira, o projeto atua como um importante polo de difusão, formação e preservação da cultura musical nacional. Por meio de aulas, oficinas, apresentações, encontros e atividades educativas, o espaço promove o contato direto do público com o instrumento e com diferentes expressões da música brasileira, estimulando tanto a formação de novos músicos quanto o interesse de apreciadores e pesquisadores.

Dirigido pela instrumentista Clarice Magalhães, reconhecida por sua trajetória artística e pedagógica, o projeto alia excelência musical e compromisso com a educação cultural. A iniciativa integra o Projeto Reviver Centro, da Prefeitura do Rio de Janeiro, que visa a requalificação urbana e cultural da região central da cidade, contribuindo para a ativação de espaços, o fortalecimento da identidade local e a ampliação do acesso da população às atividades culturais.


Fotos: José Feijo e Tiago Anastacio



MUSEU NACIONAL - UFRJ

2021-2024 (em construção)
Quinta da Boa Vista – São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ

Arquitetura: H+F Arquitetos (Eduardo Ferroni e Pablo Hereñu), Atelier de Arquitetura e Desenho Urbano (Fabiana Araújo e Marina Correia), Pedro Ivo Freire, Júlia Moreira e Sandra Branco

O conjunto monumental do Paço de São Cristóvão é composto por duas arquiteturas indissociáveis: a do palácio e a de seu embasamento. Ambas sofreram sucessivas transformações ao longo do tempo e foram gravemente afetadas pelo incêndio, o que reforça a necessidade de uma abordagem integrada de arquitetura e restauro.

A remodelação do anexo existente apresenta-se como uma oportunidade estratégica para restituir um caráter mais sólido e austero à arquitetura do embasamento e, ao mesmo tempo, reforçar o eixo monumental por meio da criação de um novo jardim lateral, simétrico e equivalente em escala ao Jardim das Princesas.

O projeto de restauração e de reorganização da arquitetura interior do Paço fundamenta-se na análise das demandas e diretrizes funcionais previstas para o futuro da edificação, buscando conciliá-las com as múltiplas camadas históricas do edifício. A essas diretrizes soma-se a criação de um percurso que integra o visitante à história do Paço, abrangendo não apenas os períodos imperial e republicano, mas também a fase pré-imperial e a contemporânea, incluindo o legado universitário, a memória das comunidades científicas e as marcas do incêndio. O desafio central consiste em desenvolver uma arquitetura capaz de resgatar a imagem consolidada do edifício, dialogando com intervenções recentes e incorporando novos valores culturais em consonância com seus usos e significados atuais.

Colaboradores: Caetano Moreno, Camila Omiya, Isael de Carvalho Pacheco e Silva, Isabela Sverner, João Pina, Juliana Ferreira, Leandro Silva, Levy Vitorino, Lúcia Furlan, Mariana Cruz, Maria Smit, Marta Cristina Guimarães, Matheus Benedito, Tomás Quadros, Victor Oliveira, Vitor Berge Sato, Vitor Lima.